C’era una volta un autore/regista che non raccontava fiabe né ai bambini né agli adulti scrive “Le Monde” parlando di Cendrillon, versione (ri)scritta e diretta da Joël Pommerat
della fiaba di cui siamo debitori a Perrault e ai Grimm. Il regista
illumina, non solo metaforicamente, visto il ruolo preponderante della
luce nello spettacolo, i lati oscuri di una storia che credevamo di
conoscere a memoria. Racconta quanto profondo sia il legame tra dolore e
senso di colpa, quanto fragile e suggestionabile la mente dei bambini e
quanta sofferenza occorra per conquistare la maturità, la felicità e
l’amore.
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samedi 25 avril 2015
jeudi 27 octobre 2011
Amnesia @ Piccolo Teatro
Au mois d'avril 2010, lorsque le public de Tunis découvre la nouvelle création de Jalila Baccar et de Fadhel Jaïbi, Yahia Yaïch - Amnesia,
il lui fait une longue ovation. Il n'en revient pas qu'un tel spectacle
ait pu franchir les barrières de la censure tunisienne qui, deux ans
auparavant, avait interdit les représentations de Corps otages,
la précédente production de la compagnie. Cette surprise tient au sujet
même de la pièce : l'histoire d'un dirigeant politique, Yahia Yaïch,
qui apprend par la télévision sa destitution, et donc la perte de ses
pouvoirs absolus. Une histoire qui, dans ce pays alors écrasé par la
dictature du président Ben Ali, s'attaque directement à un tabou. Loin
de la dénonciation facile et frontale, Jalila Baccar et Fadhel Jaïbi
orchestrent une véritable tragédie autour d'un despote brutalement
limogé, d'une presse longtemps muselée qui peine à sortir de sa langue
de bois et d'un peuple à la conscience anesthésiée. Tirant parti d'une
scénographie dépouillée, jouant sur les contrastes du noir et du blanc,
la mise en scène met en valeur le corps des acteurs et crée un mouvement
permanent autour du dirigeant déchu, enfermé dans la spirale infernale
de l'incompréhension et du déni, broyé par des pratiques qu'il a
lui-même développées. Pas de caricature dans cette analyse en profondeur
d'un système terrifiant, dans cette exposition, non dénuée d'humour,
des mécanismes du pouvoir, dans cette tentative d'appréhension des
phénomènes d'autocensure, plus terrible encore que la censure
officielle. Pas de parodie, juste une galerie éloquente de personnages
profondément humains, dans leur courage ou dans leur lâcheté, qui
participent, volontairement ou non, à une sorte de cauchemar individuel
et collectif. Avec Yahia Yaïch - Amnesia, le théâtre a anticipé
l'Histoire en libérant les mots et les esprits dans un pays où « les
langues étaient coupées », comme le disent si bien Jalila Baccar et
Fadhel Jaïbi. Il a su avec exigence révéler, divertir et utiliser ses
armes ancestrales pour un combat d'aujourd'hui. JFP
dimanche 6 février 2011
As Lagrimas de Saladino @ TNSJ
Bailarinos de sete nacionalidades convivem com uma miríade de músicos e de músicas, para em conjunto produzirem uma amálgama de sons e sentidos, sinalizando assim este território sem fronteiras levantado em palco. Rui Horta roubou o título desta sua criação (As Lágrimas de Saladino) ao 10.º capítulo de As Cruzadas Vistas pelos Árabes, de Amin Maalouf. Quando entrou em Jerusalém no ano de 1187, após 91 anos de sangrenta ocupação pelos combatentes cristãos do Ocidente, Saladino deu ordens aos seus soldados para evitar a pilhagem e o massacre. Quando a religião volta a ser o ponto de todas as discórdias, o coreógrafo parte deste “acto de compaixão” para nos propor uma reflexão sobre a construção da incógnita, lugar de permanente tensão mas de incomensurável poesia.vendredi 21 janvier 2011
O Homem Elefante @ TéCA
A história de Joseph Merrick – inglês da segunda metade do século XIX, vítima de uma doença rara que lhe deformou cara e corpo – começou a ser imortalizada por David Bowie, que protagonizou a peça de Bernard Pomerance durante longos oito meses nos palcos da Broadway. Imortalizou-a definitivamente John Hurt, no filme de David Lynch que tinha por teaser uma das declarações de Merrick: “Eu não sou um elefante! Eu não sou um animal! Eu sou um ser humano! Eu sou… um homem!” Retomando um projecto gorado de Mário Viegas em que participava como actriz, Sandra Faleiro encena O Homem Elefante, descrevendo-nos a trajectória desta criatura que de atracção em freak shows passa a curiosidade da comunidade científica e, finalmente, a coqueluche do meio artístico e aristocrático. O espectáculo desencadeia um jogo de espelhos, privilegiando uma leitura mais alegórica que naturalista: ao revelar a humanidade que se esconde sob uma repulsiva monstruosidade, dá também a ver a subtil monstruosidade que radica sob uma aparência de normalidade… “Venham ver que eu monstro-vos.”
1974 @TNSJ
O Teatro Meridional avista Portugal do alto de um promontório, o ano de 1974, ponto a partir do qual é possível, entre continuidades e rupturas, esboçar um antes e um depois na nossa história contemporânea. O Estado Novo, o 25 de Abril, a integração europeia e a “normalidade democrática” – matéria exposta para indagar, de uma forma mais evocativa do que ilustrativa, essa abstracção que leva o nome de “identidade portuguesa”. E como vem sendo habitual no trabalho deste colectivo (recordemos Para Além do Tejo e Por Detrás dos Montes), essa indagação faz-se por via de uma contida e expressiva rede de gestos e músicas, que quase prescinde da palavra para comunicar. Onze actores contam então com o corpo o tempo e o modo deste país eternamente adiado, levantando pequenas fábulas sobre a “efemeridade da utopia”, para pegarmos nas palavras do encenador Miguel Seabra, esse superlativo orquestrador de sentidos. Com 1974, retomamos contacto com o Meridional num momento particularmente feliz do seu percurso: foi distinguido em 2010 com o XII Prémio Europa Novas Realidades Teatrais, atribuído pela União dos Teatros da Europa.
vendredi 19 novembre 2010
samedi 13 novembre 2010
lundi 13 octobre 2008
Teatro no Sa da Bandeira
A Bíblia: Toda a Palavra de Deus (d´uma assentada) de Adam Long, Reed Martin e Austin Tichenor, é um espectáculo que irá certamente pôr todos os portugueses a rir a bandeiras despregadas, e que resulta duma leitura muito particular (mesmo!) e divertida dos principais episódios narrados nos Livros Bíblicos, do Génesis ao Apocalipse. Esta nova encenação de Juvenal Garcês, com as representações duma velocidade de cortar a respiração de Pedro Luzindro, Pedro Saavedra e Ricardo Cruz, desmistifica sem desrespeitar e parodia sem satirizar algumas das principais questões suscitadas pelos textos sagrados e pelo cristianismo, pedindo apenas ao público uma "suspensão da seriedade e uma entrega sem pudor ao discurso humorístico da obra, à genialidade da encenação e à qualidade irrepreensível das interpretações"
samedi 27 mai 2006
Scene 92 présente...

Douze hommes en colère
Représentation : 9, 10 et 16, 17 juin 2006 à 20h30à l’Auditorium de l’Espace Landowski de Boulogne-Billancourt (92)
Mise en scène : Marité GAUDEFROY
Régie lumière : Claude LEONARD
La pièce
Cette pièce, d'une heure trente environ, met en scène douze jurés qui se réunissent pour délibérer à l'issu du procès dont l'accusé est un adolescent appartenant à une minorité ethnique, accusé du meurtre de son père. Les preuves manquent, il clame son innocence, mais les témoignages sont graves, précis et concordants. Et une seule alternative pour l'accusé : l'acquittement ou la condamnation à mort. Dans ce huis clos, douze personnalités et autant de points-de-vue s'affrontent, clichés et craintes se font jour, empathie et persuasion règnent. En fait, seul un juré vote "non-coupable" et va défendre son veto.
mercredi 3 mai 2006
Scène 92 présente...
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